REPÓRTER ABELHA
O mundo visto pelos olhos de um jovem da periferia
sábado, 4 de abril de 2026
REPÓRTER ABELHA: Caio Blat com o Romeu Abelha
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Caio Blat com o Romeu Abelha
O ator e diretor Caio Blat recebeu o artista Romeu Rodrigues, o "Abelha" do Capão Redondo, que o presenteou com obra literária voltada à preservação ambiental.
SÃO PAULO – Os bastidores do lançamento do espetáculo "Subversão Kafka" foram palco de um momento de conscientização ambiental e troca cultural. O ator e diretor Caio Blat foi presenteado pelo artista plástico Romeu Rodrigues, conhecido como Abelha, com um exemplar do livro “Vamos Cuidar do Nosso Planeta”.
A obra, escrita por Walter Martins, conta com ilustrações do próprio Romeu Rodrigues.
O livro busca sensibilizar leitores de todas as idades sobre a urgência de práticas sustentáveis, Dime, o personagem principal que é uma barata geneticamente modificada — uma clara e subversiva inspiração na icônica metamorfose de Franz Kafka. O tema dialoga de forma curiosa com a própria peça de Caio Blat, atualmente em cartaz com a montagem inspirada nos contos de Franz Kafka.
O encontro ocorreu no Sesc Bom Retiro, reforçando o papel do teatro como um espaço de convergência para diferentes formas de expressão e causas sociais. Enquanto "Subversão Kafka" explora os dilemas da condição humana e artística, a entrega do livro por "Abelha" trouxe para o centro do debate a nossa responsabilidade com o futuro da Terra.
A parceria entre Walter Martins (texto) e Romeu Rodrigues (arte) no livro reafirma o poder da literatura infantil e educativa como ferramenta de transformação, agora com o apoio simbólico de um dos maiores nomes da cena teatral brasileira contemporânea.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Breve História do Parque Santo Antonio
A história do Parque Santo Antônio, localizado na zona sul de São Paulo e integrado ao distrito do Capão Redondo, é marcada por uma transição de áreas rurais e chácaras para uma densa urbanização popular que se intensificou a partir da metade do século XX.
- Imigração Alemã: Por volta de 1827, imigrantes alemães (como as famílias Teizen e Klein) se estabeleceram no "sertão de Santo Amaro", que hoje compreende o Capão Redondo e arredores.
- Desenvolvimento Religioso e Educacional: Um marco importante foi a fundação do Colégio Adventista em 1915, que atraiu moradores e impulsionou o comércio e a infraestrutura básica na região.
- Urbanização e Luta por MoradiaO bairro começou a tomar a forma que conhecemos hoje entre as décadas de 1960 e 1970

Personagens que fazem esse lugar acontecer
Tia Dag
- A Fundação: Em 1994, ela fundou a Casa do Zezinho no coração do Parque Santo Antônio. O objetivo era oferecer um "porto seguro" para crianças e jovens em situação de alta vulnerabilidade social.
- Pedagogia do Arco-Íris: Tia Dag criou uma metodologia própria, focada na autonomia, no afeto e no pensamento crítico, utilizando a arte, a ciência e a espiritualidade laica como ferramentas de ensino.
- Impacto: Ao longo de décadas, ela ajudou a formar milhares de "Zezinhos" (como são chamados os alunos), retirando jovens da rota da violência e inserindo-os em universidades e no mercado de trabalho.
- Marcos Lopes
- Temática: A obra mergulha no cotidiano marcado pela violência, mas também pela sobrevivência e pela humanidade que resiste nos extremos da cidade. O título reflete como o Estado e a sociedade muitas vezes enxergam a periferia: como um território de conflito constante.
- Estilo: Escrito com a urgência de quem viveu os relatos, o texto de Marcos Lopes é direto, sem filtros, e utiliza a linguagem das ruas para dar veracidade à narrativa.
- Relevância: O livro é um pilar da Literatura Marginal, ajudando a documentar uma era da Zona Sul que foi marcada por altos índices de violência, mas que também viu o florescer de movimentos culturais como o Hip Hop e os Saraus.
Do Parque Santo Antônio para a Academia
Filme de Carolina
De Carolina a Maria Gal: A Força do Legado Negro que
Ocupa as Telas em 2026
A trajetória de Carolina Maria de Jesus, uma das maiores escritoras do Brasil,
encontra na atriz e produtora Maria Gal não apenas uma intérprete,
mas uma continuação da luta pelo protagonismo negro e feminino.
POR BLOG REPÓRTER ABELHA – Se existisse um fio invisível conectando
gerações de mulheres pretas brasileiras, ele passaria certamente pelas mãos
de Carolina Maria de Jesus e chegaria à determinação de Maria Gal.
Separadas por décadas, mas unidas pela resistência, ambas compartilham uma
missão: não aceitar o papel de coadjuvantes em suas próprias histórias.
O Espelho de Duas Eras
Carolina, catadora de papel na favela do Canindé nos anos 50,
revolucionou a literatura brasileira ao mostrar que o "quarto de despejo" da
sociedade tinha voz, intelecto e poesia. Já Maria Gal, atriz baiana radicada em
São Paulo, trilhou um caminho de persistência na indústria cultural,
fundando sua própria produtora para combater o apagamento de legados negros.
Para Gal, viver Carolina é "o maior desafio de sua vida".
A conexão entre elas é visceral: enquanto Carolina usava o caderno e o lápis
para denunciar a fome e o descaso, Gal usa a tela e a produção cinematográfica
para garantir que essas memórias nunca mais sejam silenciadas.
O Filme: "Carolina – Quarto de Despejo"
Após onze anos de batalha e desenvolvimento, o projeto finalmente
se torna realidade. Com estreia confirmada para 2026, o filme inspirado no
best-seller internacional promete ser mais do que uma cinebiografia;
é um movimento político e artístico.
Direção: Jeferson De (de M8 - Quando a Morte Socorre a Vida).
Elenco: Além de Maria Gal no papel principal.
Fábio Assunção e Caio Manhente estão confirmados.
A Trama: O longa reconstrói a antiga favela do Canindé
para retratar a rotina de resistência de uma mulher negra,
pobre e mãe solteira que nunca abriu mão de sua dignidade.
Um Ano de Celebração
2026 será o ano de Carolina Maria de Jesus.
Além do filme nos cinemas, a escritora será o tema do samba-enredo
da Unidos da Tijuca no Carnaval do Rio de Janeiro.
Como bem define Maria Gal: "Falar de Carolina é falar de protagonismo
com livros nas mãos, não armas".
A obra de Carolina já foi traduzida para 14 idiomas,
e agora, através do talento de Maria Gal,
sua face e sua força ganharão uma nova dimensão visual
para o grande público.
Preparem-se para um dos lançamentos mais impactantes do cinema nacional.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2021
SÉRGIO VAZ
Dona Edite ao lado direito de Sérgio Vaz, e as integrantes do Sarau da Cooperifa.
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