quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

SÉRGIO VAZ

Sérgio Vaz: A Voz da Periferia que Humaniza a Literatura Marginal
Literatura Marginal, nascida na década de 1970, rompeu as bolhas da burguesia brasileira para dar voz a quem vive nas periferias das grandes metrópoles. Mais do que um gênero, é a exposição de realidades vividas por autores que, seguindo os passos de pioneiras como Carolina Maria de Jesus, transformam o cotidiano em poesia de resistência.
Entre os maiores representantes dessa "Nova Literatura Marginal" está o poeta Sérgio Vaz. Morador de Taboão da Serra (Grande SP), Vaz não apenas escreve; ele é um dos maiores agitadores culturais do Brasil. Criador da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia), ele transformou um simples bar na zona sul de São Paulo em um efervescente centro cultural. Seu movimento já deu origem a quase 50 saraus e impulsionou a publicação independente de mais de 100 livros, provando que a "quebrada" é um celeiro de intelectuais.
Encontro de Ideias:  na Série "Momento Abelha"
Recentemente, a trajetória do poeta foi tema de um encontro especial com o artista Romeu Rodrigues, o Abelha. Em uma conversa exclusiva para o Blog Repórter Abelha, Sérgio Vaz compartilhou detalhes valiosos sobre o início de sua caminhada e reforçou a importância vital da leitura como ferramenta de emancipação social.
O bate-papo faz parte da série "Momento Abelha", disponível no YouTube. No episódio, o "Poeta da Periferia" destaca como a literatura pode descer do pedestal e caminhar lado a lado com o povo, servindo de espelho e estímulo para novos escritores que, assim como ele, acreditam que a arte é o caminho para transformar o mundo.


Dona Edite ao lado direito de Sérgio Vaz, e as integrantes do Sarau da Cooperifa.  



Com Fino Do Repper




                                        Repórter abelha (Romeu Rodrigues) e Sérgio Vaz 




Da esquerda para a direita Wagner Moura Sérgio Vaz e Xico Sá 



Ferréz no blog Abelha


Selo Povo Lança "My Way – A Periferia de Moicano": A História Contada por Quem a Vive
Sob a curadoria do escritor Ferréz, o autor Valo Velho traz em sua obra o ponto de vista de quem raramente é escutado, reafirmando que "ninguém controla nossa história".
O mercado editorial ganha um reforço de peso com o lançamento de "My Way – A Periferia de Moicano", livro do autor Valo Velho, publicado pelo Selo Povo — editora fundada e dirigida pelo escritor Ferréz.
Longe de ser apenas mais uma narrativa, a obra é um manifesto de perspectiva. O livro apresenta o ponto de vista autêntico de quem habita as margens, dando voz a realidades que o sistema muitas vezes tenta silenciar. Como o próprio título e a filosofia do Selo Povo sugerem: "Ninguém controla nossa história".
Estivemos presentes no lançamento, onde pudemos acompanhar de perto o encontro entre o autor Valo Velho e seu editor, Ferréz. O evento reafirmou a missão do Selo Povo em publicar literatura de qualidade feita por e para o povo, garantindo que o protagonismo periférico ocupe as prateleiras e as mentes dos leitores.
"My Way – A Periferia de Moicano" não é uma simples história; é um documento de resistência e a prova de que a periferia tem voz, estética e, acima de tudo, o controle do seu próprio relato.